Início

A Viola

Afinações

Agenda

Biblioteca

Blog do Angelim

Cifras

Discografias

Encordoamento

Fogão à Lenha

Fotos

Links Interessantes

Luthieria

Mestres Poetas

Mestres Professores

O Sagrado e o Profano

Porta Aberta

Rio Abaixo

Tablaturas

Videoteca

Violas, Minhas Violas

Violeiros

Angelim

Ainda garoto Ivan Vilela ganhou de seu pai um violão e aos 11 anos começou a compor. Sua identificação com o universo popular o manteve, desde cedo, em contato com festas tradicionais do sul de Minas Gerais, sua região natal. O envolvimento com a cultura popular revelou-se em todos os seus trabalhos, desde o grupo Pedra (1979), e do grupo Água Doce (1982 à 1983), cujas composições primavam pela pesquisa das raízes da música sul mineira. Em 1984, iniciou um duo de voz e violão com a cantora Pricila Stephan, Ivan & Pricila, buscando resgatar o lirismo das canções mineiras. Foi quando aconteceu seu primeiro registro musical com o LP Hortelã (1985). Durante este período Ivan Vilela viajou pelo Brasil participando de inúmeros festivais, tão em voga na época; e em todos eles atuou como compositor, arranjador, instrumentista e também cantor.

Em 1989 ingressou no curso de Composição da Unicamp, quando freqüentou diversos seminários de Musicologia, Música Contemporânea e Música Brasileira. Estudou violão com Éverton Gloeden, Paulo Bellinati e Ulisses Rocha e na Unicamp, foi aluno de Almeida Prado. Depois de formado bacharel em Composição, tornou-se mestre em Composição. No mestrado, trabalhou com a fusão de linguagens musicais aparentemente distintas compondo uma Ópera Caipira, Cheiro de Mato e de Chão, baseada no libreto do poeta Jehovah Amaral.

Durante a graduação, em 1991 montou o trio de câmara Trem de Corda (violino, violoncelo e violão) que unia a música de concerto à música popular. Com um repertório calcado na música popular brasileira, em especial o choro, com intervenções de música barroca, o Trem de Corda conseguiu fazer uma ponte entre os conceitos musicais erudito e popular. O lado popular estava fortemente inscrito na trajetória de Ivan Vilela e o lado mais erudito foi fortalecido pela entrada do violinista José Eduardo Gramani no grupo, que tornou-se o seu principal arranjador. O trabalho do Trem de Corda foi registrado no CD Trilhas (1994), com duas indicações ao Prêmio Sharp 94/95. Atualmente o trio prepara a confecção de seu primeiro CD individual, intitulado A Cor das Cordas.

Em 1992 foi convidado por Gramani, para ingressar no grupo Anima que interpretava música medieval e renascentista. E junto com sua viola começou a levar um pouco do universo de suas pesquisas para o grupo. O Anima animou-se em fazer a fusão da música folclórica com a música medieval e desde então vem realizando o trabalho de unir os universos erudito e popular, medieval e folclórico. Trabalho este registrado no CD Espiral do Tempo (1998) agraciado com os prêmios Movimento (1997/1998) e APCA (1998). Ivan atuou como compositor, arranjador e instrumentista do Anima de 1992 a 1999.

Em 1995, Ivan assumiu a viola caipira como instrumento solista. Iniciou então uma série de apresentações e foi se consagrando como um dos maiores expoentes da viola moderna. Desde então tem sido um dos responsáveis pelo trânsito da viola caipira a outros segmentos musicais. Em 1998, registrou suas composições para viola no CD Paisagens, um trabalho instrumental que tem a viola caipira como base. Com este trabalho recebeu uma indicação para o Prêmio Sharp 98/99 na categoria Revelação Instrumental.

Profissionalmente, além da composição e execução Ivan Vilela atua como diretor e arranjador da Oficina de Viola Caipira de Campinas e como professor, além de ministrar cursos de viola caipira pelo Brasil afora.

Em 1995, ministrou o curso Descobrindo Garoto, tentando resgatar a obra de um dos maiores compositores para violão da MPB. Também em 1995, lecionou o curso Viola Caipira - Um Resgate. Em 1994, ofereceu o curso MPB da Semente ao Fruto, onde propôs uma análise estética dos principais movimentos da nossa música. Um dos trabalhos que gosta de lembrar foi o de musicalização de crianças realizado a partir da construção de instrumentos musicais com sucata e coleta do folclore infantil local, trabalho este realizado em Bauru e Taubaté, SP; e Carmo da Mata, MG.

Já pesquisou inúmeras festas de Folia de Reis, Congadas, Caiapós, Batuques, Catopés, Vilões, Catiras, Marujadas e Moçambiques no Sul de Minas, Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas. De 1987 à 1994, pesquisou com o antropólogo Carlos Rodrigues Brandão, manifestações da cultura popular de Minas Gerais. Em 1989, juntos viajaram em pesquisa à região do Urucuia, São Francisco e Vale do Jequitinhonha (MG), percorrendo as trilhas narradas por João Guimarães Rosa em sua obra.

Entre suas composições constam mais de cem canções e uma Ópera Caipira.

 

 

 

 

 

Fonte: Site Oficial

 

 

 

 

Clique aqui e confira a discografia do artista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conheça o livro

Roda de Viola

Armazém do

Angelim

Produção