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Postado por Angelim em 23/07/2006

Sôdade

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Tem dia que a gente acorda querendo conversar. Puxar uma prosa longa pra desafogar as idéia. O pior é quando não tem ninguém pra ouvir. Ainda mais quando bate uma sôdade danada da fiarada, da família, da terra, ou mesmo de tudo junto. Por conta disso que resolvi criar meu Blog. Assim pelo menos eu falo por aqui e quando alguém aparecer pode me ouvir. É como se toda a falação ficasse rodando por aí esperando a hora dela. Modernidade! Ou "da hora" como fala meu filho. Nome que gente que ainda se preocupa com espinha inventa, só pra poder ficar diferente.

 

Hoje de manhãzinha, por exemplo, me veio uma lembrança daquele paredão lá da Serra da Mantiqueira. Toda vez que eu tô indo pra casa e vejo aquele monte de montanha junto, parece que tudo de ruim desaparece da minha cabeça. Sei que tô chegando.

 

Aqui de longe, quando isso acontece, eu pego minha violinha, sento no banquinho de madeira que tem aqui e fico hora atrás de hora viajando. Cada música que eu toco me traz um tipo de lembrança, me leva prum canto, prum lugar, me faz ficar do lado de alguém que tá longe. Hoje foi dia. Como essa viola chorou. E choro de viola é normal. Não carece ter dó dela não só por conta disso.

 

Mas tudo isso que eu tô contando não é reclamo não. Vixe. Se sôdade fosse problema. Já passei tanta coisa. E olha, é tanta coisa que fica pra outra prosa. Sôdade existe, quando a gente ama. Sente falta. Quer tá perto, mas não pode. E amar é bom. Então não se pode achar que a tar sôdade num é coisa boa. Faz parte do amor. É aquele intervalinho de tempo que o coração leva entre uma batida e outra. Quando ele suspira mais fundo pra poder pegar o embalo, pronto. Olha ela aí. E hoje ele resolveu suspirar de um tanto que vou te falar pr’ocê. Foi dureza.

 

Té!

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