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Postado por Angelim em 26/07/2006

Passo Lento

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Sabe aquele dia que dá vontade de sumi no mundo, sem destino e sem rumo certo? Garanto que todo mundo já teve esse sentimento. Hoje fui eu. Deu vontade de montá o meu cavalo Valente e seguir passo lento, pra onde o vento soprasse mais forte. E assim foi. Eu e o Valente, numa marchinha de dá gosto de vê. E no lombo do tar eu não tenho medo de andar não. Ponhei esse nome nele por modi ele nunca tê refugado na vida. É tão corajoso que mata-burro ele passa de costa só pra dar inveja nas otra criação.

 

Era ele e mais eu, com minha viola na gibeira. Passo lá, passo cá, passo lá, passo cá. Pressa pra quê? Devagarinho dá tempo de pensá mió e colocar as idéia nos eixo. E isso era tudo que eu precisava hoje. Tempo pra acertar minhas idéia. Nem sempre as coisa acontece do jeito que a gente quer. A vida é assim mesmo, mas pensa comigo: Se não fosse com esses detalhe, que graça teria? Tudo certinho, seguindo o rumo planejado, sem imprevisto nenhum. Num teria sentido de nada. Era como tutú de feijão, feito com feijão preto. Aqui no sul eu já vi, mas num provei não. Tem graça isso? Mas eu sei que na hora dos problema dá um trem dentro da gente que ói, te falo pr’ocê, enreiva a gente. Borrece de monte.

 

Mas é daí que vem a importância do passo lento do Valente. E o danado me conhece direitin. Sabe a hora certa de escolhê a marcha ou o galope. Se ele tivesse corrido hoje eu tinha rachado um tombo do arto daquela sela que vixe Maria! Tinha me quebrado todo. Por isso eu recomendo, compre um cavalo qui ném o Valente. Iguar ocê num vai achar, mas parecido pelo menos. Num vai querê monta cavalo que fica disparando na hora errada. Quando a gente tá na idade dos hormônio é tudo o que sabe fazê. Sai correndo feito cachorro-loco. Mas dispois a vida vai insinando e a gente aprende a importância da tar marchinha. Mas também né? Tem que aprendê enquanto novo, porque tombo de velho deve doê ainda mais.

 

Té!

 

 

 

 

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